Siga-nos nas redes:

Atendimento
Tel: 75 3623.8844
sac@laboreonline.com
Siga-nos nas redes:

Labore Análises Clínicas - Só mais um site WordPress

CoVid 19, que teste realizar? Quando fazer? Qual o melhor uso desses testes de diagnóstico?

Se existem sintomas pertinentes, isolar-se é ação que precede realização de qualquer teste. O teste de RT-PCR para SARS-CoV-2 deve ser realizado entre o 2º e o 8º dia de sintomas, idealmente. Em caso positivo, o exame evidenciará presença de material genético do vírus em amostra de secreção de naso e orofaringe ou de escarro e estabelecerá o diagnóstico de infecção em curso.

Se quer fazer RT-PCR para se certificar de não estar transmitindo, há duas nuances a lembrar. Uma, o teste pode não perceber pequenas cargas virais, o que resultará em falso-negativo. A outra é que, inclusive considerando essa questão de sensibilidade analítica, não há como testes realizados a cada semana, quinzena ou mês assegurem que não se esteja transmitindo em algum momento, haja vista que também podemos nos contaminar a qualquer momento.

Se não tem sintomas e quer saber se teve contato, os testes que podem responder a essa questão são os exames sorológicos. Conforme recomendado, eles têm melhor sensibilidade quando realizados a partir do 9º ou 12º dia de infecção. Podem ser feitos por diversas metodologias baseadas em imunoprecipitação (imunocromatográficos ou testes rápidos) e baseados em imunomarcados (quimioluminescência, fluoroimunoensaio, ELISA), que têm melhor sensibilidade analítica.

Ressalva-se nessa questão, contudo, aspectos importantes para evitar desperdício de recursos individuais, além de respostas frustrantes ou inadequadas:

  1. No momento atual, o que é propósito mais específico das testagens em massa propagadas pela imprensa, os testes sorológicos servem para demonstrar a dinâmica de propagação da epidemia em populações e permitir estimativa da evolução de número futuro de casos e do risco de um crescimento mais acentuado.
  2. Não há estudos consolidados acerca da especificidade dos testes sorológicos. Portanto, resultados falso-positivos são possíveis, sobretudo do tipo IgM.
  3. No momento, o resultado positivo, mesmo que seja do tipo IgG, que é mais específico, ainda não permite garantir que a imunidade natural é efetiva.
  4. Ainda que a imunidade natural exista, não se conhece a sua durabilidade. Além disso, a presença de anticorpos em um indivíduo ainda não é reconhecida como garantia de que ele não possa adquirir nova infecção e transmitir o vírus, ainda que sem sintomas e com menor índice de transmissibilidade, conforme se entende.
  5. Também, as sorologias não são recomendadas como critério de cura ou para autorizar o termino do período de quarentena de infectados, nem para assegurar que seu cumprimento foi efetivo. A própria história natural da infecção dá conta destas questões, indivíduos com doença leve já não transmitem o vírus depois de 14 dias da infecção, período formal da quarentena.
  6. Do mesmo modo, ainda não devem ser usados para agrupar pessoas em empresas, escolas, etc.

Nesse contexto dos testes sorológicos, no momento, preocupa-nos o uso indiscriminado, sem pergunta-alvo bem estabelecida aos usuários, ou por eles. Por conta disso, permitimo-nos lembrar que o desempenho de testes de diagnóstico, sobretudo os sorológicos, depende inclusive de variáveis externas, frequência da doença na população, por exemplo, que define os valores preditivos destes exames.

Daí, para melhor uso, para garantir melhor resposta do laboratório, recomenda-se: para demandas individuais, procure profissional e se aconselhe sobre a melhor decisão, e para as necessidades populacionais ou de grupos, aconselhe-se com o profissional de saúde do trabalho ou com formação sanitarista.

Além disso, face às tantas dúvidas ainda, cabe não se descuidar das certezas bem estabelecidas: o distanciamento social, o uso de máscaras e a manutenção de bons hábitos de higiene, especialmente da lavagem adequada e frequente das mãos, ou do uso de álcool gel a 70%, são as melhores atitudes para preservação de sua saúde e de seus conviventes.

 

Ernesto Pereira, Labore Análises Clínicas

 

 


Mais notícias
#viverbem